segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Um brinde ao inevitável!

Ele vem. Silenciosamente, apesar dos fogos. Ignorando crises, medos, planos. Sem nenhum respeito pelos desavisados. Vem como ladrão a muitos. O último suspiro, o primeiro beijo. Ele vem. Com ou sem a idolatria das multidões, quer invoquem espíritos ou façam oferendas. Vem igualmente sobre Copacabana e a Rocinha. Como uma grande chuva, cai sobre a felicidade ocasional dos homens acompanhados das rainhas do botox, levando tudo para baixo. Brindam agora, enquanto ele vem na forma de uma forte dor de cabeça, eterna. Onde estão todos? Um entrega seu cartão, "Muito prazer.". Outro aponta o dedo que escreve para as estrelas, como se tivesse algum poder sobre o infinito. Ele vem nas orações dos humildes, nas lágrimas dos injustiçados, na esperança dos pequeninos. Cada engrenagem dos relógios, o pulso, tudo manifesta seu desígnio. Os tratados de paz talvez sejam cumpridos caso haja interesse ni$$o. Mas Ele vem. A moça está com uma barriga lua cheia enquanto o esposo parte para sua última viagem. Outro se arrepende de uma vez por todas e se propõe verdadeiramente a tentar até o fim. Ele vem para os que são seus, para os que nunca serão nem que lhes desse mil vidas. Veja, as estrelas irão cair sobre nós, é só uma questão de tempo. Ele vem, e depressa! Não volte para sua casa. Fuja para os campos. Se você tem irmãos, tem em quem confiar e isso é precioso nestes dias. Pensando bem, fixe um ponto, martele sobre ele dia e noite e você terá uma saída. Você pensa que estou variando, mas o que me diz do consenso das massas? Escute-me: Ele vem! Compre ouro refinado e não espere o dia se pôr. Porque, afinal de contas, nós dois sabemos que ele já está à porta, e bate.

sábado, 20 de dezembro de 2008

O Espírito do Natal

Natal: época em que se usa um velho com barba branca e roupas vermelhas para anunciar promoções.